Dor é a experiência sensorial e emocional desagradável associada a um lesão tecidual real ou potencial. Até 30% da população mundial sofre de dor crônica. Muitas soluções têm sido buscadas para o controle da dor crônica, iniciando com o tratamento clínico medicamentoso e chegando ao tratamento neurocirúrgico da dor. No tratamento neurocirúrgico da dor temos os procedimentos ablativos, onde provocamos lesões neurológicas na via responsável pelo estímulo da dor, e os procedimentos neuromodulatórios, em que atuamos modulando fisicamente ou quimicamente as vias da dor, e com isso regulando esse fluxo e aliviando a experiência dolorosa.

Na neuromodulação podemos realizar implantes de eletrodos que através do impulso elétrico vão controlar esse estimulo doloroso. Como exemplo, temos a estimulação cerebral profunda, a estimulação do córtex e estimulação medular. No caso da neuromodulação química, existem as chamadas bombas medicamentosas, em que catéteres são implantados no espaço intratecal ou subaracnóide (espaço onde circula o líquido cefalorraquiano que envolve todo o sistema nervoso central, banhando o cérebro, medula e raízes nervosas). Medicações como morfina e outros opióides, por exemplo, podem ser liberados em um fluxo e ritmo ideal para o controle da dor específica daquele paciente.

A função da dor é funcionar de alerta para algo em nosso corpo que precisa ser investigado. No caso da dor crônica, esse alerta já foi feito e o diagnóstico muitas vezes estabelecido. Nessa etapa o médico assistente, conforme o diagnóstico e condição do paciente, poderá encaminhar o paciente para um neurocirurgião ou um especialista em dor para discutir as possibilidade de tratamento e indicação de neuromodulação.